quarta-feira, agosto 22, 2007

Solidão

Do Desterro 2007.08.13
Solidão


Ó solidão! À noite, quando, estranho,
Vagueio sem destino, pelas ruas,
O mar todo é de pedra... E continuas.
Todo o vento é poeira... E continuas.
A Lua, fria, pesa... E continuas.
Uma hora passa e outra... E continuas.
Nas minhas mãos vazias continuas,
No meu sexo indomável continuas,
Na minha branca insónia continuas,
Paro como quem foge. E continuas.
Chamo por toda a gente. E continuas.
Ninguém me ouve. Ninguém! E continuas.
Invento um verso... E rasgo-o. E continuas.
Eterna, continuas...
Mas sei por fim que sou do teu tamanho!


Pedro Homem de Mello

2 comentários:

Anónimo disse...

Quem dera serem os meus olhos os "donos" desta paisagem e nela reflectir sobre a minha solidão.
Bia

São disse...

Conheci os Açores há menos de um mês e acho-os tremendamente belos...mas muito pouco recomendáveis a quem padece de claustrofobia,sem dúvida.Porém,extasiar-me face à grandiosa majestade do Pico rodeado por nuvens desenhando irreqietos bailados é uma experiência gravada na minha alma até ao fim dos tempos.