quinta-feira, março 30, 2006

Joelho

Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

Maria Teresa Horta

sexta-feira, março 17, 2006

Foguetabraze e outros blogs

O problema não é nem do Foguetabraze nem sequer Nacional, é do Blçogger mesmo.


Blogger Status
Thursday, March 16, 2006
The filer that we have been having trouble with in the last few days failed again. Those blogs that are stored on the bad filer are temporarily not available for publishing and viewing. We are working on replacing the filer and restoring access to the blogs affected.Update (7 am, March 17): we are still in the process migrating data off of the bad filer. We sincerely apologize for the continuing problems.
Posted by Pal at 21:14 PST

Foguetabraze banido da blogosfera?

O Foguetabraze não está acessivel aos seus leitores, já devem ter dado por isso. Enquanto o assunto não se resolve, não sei como nem por quem, postarei a partir daqui, desse também seu Corsário das Ilhas.
Segundo consegui apurar, vários blogs estão com o mesmo problema, estou em contacto com o blogger, permanentemente, na tentativa de resolver o assunto com a brevidade possível.

quinta-feira, março 02, 2006

Cuerpo de mujer...

Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.

Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.

Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho! ¡Ah los ojos de ausencia!
¡Ah las rosas del pubis! ¡Ah tu voz lenta y triste!

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.

Pablo Neruda