quarta-feira, novembro 10, 2004

poema de haver erro em dia novo
abriu os dedos ao devir da palavra como num rolo
enxugou as tintas frescas da parede lamentando ter perdido
a cedilha do tempo.
eram 10 horas.
errava ainda a par da primavera, o outono chiando, num
descanso taciturno,
atrapalhou-se com os minutos, enfiados nas algibeirase
foi-se
o dia começava amanhã novo
não chegara ainda o tempo das vírgulas.
Morreu num poema de haver erro em dia novo
enquanto tentava atravessar o ( livro ) de ponto.
Mariana Matos

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